Tuesday, November 28, 2006

Cuidado! A maior oportunidade nem sempre é a melhor.

No tênis, assim como em outros esportes, para que um atleta obtenha sucesso em sua carreira é necessário que além de técnica, habilidade e disciplina ele conte com a sorte e aproveite as oportunidades que o esporte possa lhe dar. Porém, é necessário que o atleta esteja atento para uma situação que constantemente passa despercebida por muitos: a de se tornar a oportunidade!

Muitos tenistas nascem com um talento para o esporte, e quando se destacam em determinados torneios nacionais ou estaduais sofrem o assédio de experientes treinadores e empresários que vislumbram no atleta uma chance para a projeção de sua academia ou clube. Nesse caso, o atleta se engana ao pensar que a oferta para treinamento em determinada equipe é uma grande oportunidade para sua carreira, mas na realidade o que acontece é exatamente o inverso: ele se torna a "isca" para que outros atletas realizem seu treinamento na mesma academia ou são usados como rebatedores de luxo para os "medalhões" da sua equipe. Então a grande oportunidade deixou de ser a melhor, e talvez nesse momento o tenista possa perceber que a melhor oportunidade estava em sua antiga academia ou com seu treinador anterior.

A maioria dos assédios surgem em grandes torneios, onde são utilizadas formas pouco éticas de sedução e convencimento oferecendo uniformes de marcas famosas, patrocínios (muitas vezes inexistentes!) e até viagens para treinamento fora do país, que acabam conquistando o tenista momentaneamente, mas com tempo a realidade volta à tona.

Portanto, é importante que o tenista seja orientado a avaliar o que realmente lhe é oferecido e se isso vai de fato acontecer, para que o sonho de treinar em uma equipe maior ou mais famosa não se torne um pesadelo.

Algo semelhante aconteceu entre Gustavo Kuerten e Larri Passos, que mesmo conquistando 3 títulos de Roland Garros e tantos outros torneios, ter sido 1° colocado no ranking da ATP deixou seu treinador em busca de uma melhor oportunidade. Mas, acabou retornando aos braços do antigo treinador com quem se identifica e em quem confia para tentar voltar ao topo do tênis mundial.

Outro fator muito importante é quanto a particição dos pais no processo de evolução e mudanças. Os pais podem participar ativamente da carreira de seus filhos e orientá-los para que tomem a posição mais coerente, bem como devem influenciar diretamente na decisão de mudar ou não de equipe, avaliando calmamente todas as propostas e não deixando que sejam iludidos ou fisgados pela sua vaidade.

As oportunidades estarão sempre presentes em toda e qualquer carreira, cabe ao tenista aproveitar o máximo de cada uma dessas oportunidades e ficar atento para que a melhor delas, que pode estar bem na sua frente não seja desperdiçada!

A união faz uma equipe!

Ali estava eu, sentado com as raquetes entre as pernas esperando que a equipe do clube em que eu era sócio terminasse seu treino para eu poder fazer minha aula individual.

Eu já não aguentava mais a monotonia da aula individual e queria mais, queria estar na equipe do clube. Treinar com os mais velhos e experientes, disputar torneios, interclubes, ter uniforme e ver meus resultados no quadro do Depto. de Tênis assim como os integrantes da equipe tinham. Era como se o meu maior objetivo fosse completar logo 11 anos para poder integrar a tão famosa equipe de tênis.

No final do ano de 1984, o então diretor de tênis do clube finalmente me fez o convite para treinar com a equipe. Era a glória, saber que a partir de janeiro eu estaria não mais com aquela "aulinha", e iria poder treinar os famosos "drills". Confesso que nunca torci tanto para que os dias de dezembro passassem rápido, e quando finalmente chegou a véspera do primeiro dia de treino: cabrum!!! Caiu a maior chuva e toda a minha empolgação e ansiedade se transformou em frustação.

Minha frustração só não foi maior, porque percebi logo na primeira semana de treinamento que ali não existia uma equipe. Os únicos que tinham esse espírito de equipe éramos nós, os 4 novatos que ainda não estavam infectados com o "vírus da arrogância tenística"!

Os anos se passaram e alguns integrantes da equipe desistiram de jogar, outros mudaram de cidade e alguns de clube. O fato é que nessa época, nós os 4 ex-novatos que havíamos lutado tanto por um reconhecimento maior, agora éramos os "manda-chuva", os mais velhos, os comandantes da equipe e estávamos cada vez mais unidos com o objetivo de sermos o contrário à antiga equipe. Íamos ser, ou pelo menos tentar, atenciosos o quanto fosse necessário com os novos tenistas que iriam chegar.

E assim foram passando os dias e nossa equipe foi começando a tomar forma e cara de "time", com união e principalmente respeito. Agora já não éramos mais 4 ex-novatos, éramos uma equipe formada por 16 tenistas que não se preocupavam mais com seus resultados e que torciam pelo bem da equipe. Assistíamos os jogos como uma grande torcida, onde ficávamos o tempo todo incentivando o amigo durante o jogo.

Nessa época, descobri o quanto foi valioso para nós 4 estarmos unidos. Demos força um para o outro, suportamos juntos a pressão que era imposta pelos mais velhos da equipe e conquistamos nosso espaço sem precisarmos atingir ninguém. Acredito que foi ali, a primeira vez que entendi o verdadeiro significado de união, de trabalho em equipe. Foi esse o período em que mais conquistamos títulos para o clube, muitos deles individuais, porém os mais valiosos foram e sempre serão os que ganhamos em equipe.

E sem dúvida nenhuma nossa maior vitória foi contra a arrogância, foi quando mostramos a todos o verdadeiro significado de equipe!

Friday, November 24, 2006

Patrocínio: você está preparado para ter um?

O esporte é atualmente a principal ferramenta de marketing utilizada por empresas de diversos segmentos para construção, ampliação e fortalecimento de suas marcas e produtos, comprovando assim que o retorno sobre o investimento em mídias direcionadas ao público-alvo em seus momentos de lazer e descontração é a melhor alternativa para que uma marca ou produto ganhe projeção no mercado. Mesmo assim, muitas empresas potenciais patrocinadoras do esporte, ainda relutam em associar a sua marca a atletas e clubes temendo que certas atitudes dentro e fora da esfera esportiva possam vir a causar prejuízos ou danos a sua imagem ou ao seu produto.

A realidade é que, de certa forma muitos atletas e entidades esportivas ainda se mostram despreparados para receber um patrocínio, geralmente demonstrando total falta de profissionalismo e comprometimento com a empresa patrocinadora.

Vamos usar o futebol como exemplo, que mesmo sendo atualmente o esporte que mais recebe investimentos em patrocínios (63%), ainda é o que mais demonstra falta de profissionalismo. É comum abrirmos o jornal ou assistirmos nos noticiários esportivos que um determinado jogador de um grande clube de futebol, se envolveu em uma confusão seja com a torcida ou com um estranho em uma boate no seu dia de folga. Isso sem contar nas mais variadas confusões em que se envolvem dentro e fora de campo, denegrindo assim a imagem de seus patrocinadores.

Outro exemplo interessante de desrespeito ao patrocinador acontece no tênis, que mesmo sendo considerado um esporte "elitizado" ainda sofre sérios arranhões em sua imagem, quando o tenista patrocinado por uma determinada marca de raquetes ao errar um ponto a arremessa de encontro ao solo, quebrando-a como se ela fosse a única responsável pelos seus erros em quadra. Esse é o típico caso de marketing negativo, que nos faz pensar inconscientemente que a marca da raquete que o tenista quebrou não tem a qualidade que ele mesmo espera. É bem verdade, que muitas vezes o ato de jogar a raquete ao chão é apenas uma forma de estravazar o stress e a frustação acumulada durante o jogo, porém vale a pena frizar que muitas vezes o que era apenas um ato torna-se uma rotina.

A postura arrogante do tenista patrocinado dentro ou fora da quadra reflete diretamente na contratação, manutenção ou renovação de contrato do atleta com a empresa patrocinadora. É comum vermos nos torneios alguns tenistas patrocinados discutirem desnecessariamente com os adversários, jogarem as raquetes várias vezes ao chão, proferirem palavrões e até discutirem com seus técnicos, torcida ou familiares. É importante ressaltar que durante os torneios de tênis, diversos potenciais patrocinadores poderão estar assistindo aos jogos esperando encontrar ali um atleta que esteja preparado para receber e defender a sua marca com postura e ética.

É primordial que o atleta patrocinado conheça profundamente o produto e a marca de seu patrocinador, não bastando apenas vestir a marca, mas sim demonstrar comprometimento com a mesma. Afinal, a obrigação do patrocinado não é só obter bons resultados dentro de quadra, mas sim tornar-se peça fundamental nos bons resultados obtidos pela empresa patrocinadora.


Portanto, é necessário que você esteja preparado antes de você buscar um patrocínio, para que você possa honrar e se mostrar capaz de defender a marca de um determinado produto ou empresa. Conquistar um patrocínio é a parte mais fácil, a renovação e manutenção do contrato com o patrocinador é a parte mais complicada.

E agora, me responda com toda sinceridade: você está preparado para ter um patrocínio?

Wednesday, November 22, 2006

A escolha da raquete

Quando era garoto e comecei a jogar tênis não tive outra alternativa a não ser "herdar" uma raquete Procópio de madeira que era de um dos meus primos que jogavam antes de mim e fui pro Nosso Clube fazer as minhas primeiras aulas de tênis.
Com o passar do tempo e com o progresso do meu aprendizado pulei para uma Metalplás, que logo foi substituída pela então raquete do momento: uma Kneissl Mid de Graphite, era a glória, poder usar uma raquete que era o lançamento mundial.

Nos anos seguintes, troquei de raquete por mais 4 ou 5 vezes. Usei um modelo da Donnay, Wimblendon, Pro Kennex e por fim parei na Head. Com a Head joguei meus ultimos torneios e partidas pelo ranking antes de "pendurá-la" e parar de jogar.

No fim do ano passado retornei, fui a loja do meu amigo Jair (WWW.TENNISCOURT.COM.BR) e escolhi um par de Babolat Pure Control que achava ser uma das melhores, porém nas primeiras semanas de treinamento percebi que as dores no ombro e cotovelo não eram só conseqüência da falta de condicionamento físico, mas sim por não "ter braço" para uma raquete como a Babolat. Foi então que decidi trocar novamente, e a escolhida foi a Fischer Pro Speed. Com ela as dores no ombro e cotovelo sumiram, mesmo eu aumentando a carga de treinamento para quase que diário.

Por fim, no último mês decidi que já é hora de trocar a Fischer por uma raquete com mais controle e que "solte" um pouco mais as bolas e após experimentar diversas raquetes de variados modelos e marcas escolhi voltar para a Head, mas exatamente para a Liquid Metal Prestige.

Muitos professores, técnicos e até mesmo jogadores não partilham da idéia de que a raquete influencie no rendimento do atleta, mas sou uma prova de que essa tese está equivocada. A mudança de raquete de nível intermediário para uma de nível avançado melhorou em cerca de 40% meu jogo e as trocas de bolas que antes pareciam impossíveis, tornaram-se uma constante.

Antes de escolher uma raquete é preciso experimentá-la, para que não seja seduzido pela estética, mas sim pela adaptação de seu jogo à ela.


Jogar é preciso, vencer é apenas um detalhe!


Abraços

Claudio